Caso Henrique Madeirite; família emite nota e revela causa da morte

Por MRNews

Caso Henrique Madeirite; família emite nota e revela causa da morte

A perícia técnica confirmou que o influenciador Henrique Maderite, de 50 anos, morreu por causas naturais, reforçando a versão apresentada pela família desde o início. A informação foi confirmada pela Polícia Militar neste sábado (7). Segundo os familiares, ele sofreu um infarto fulminante.

Henrique foi encontrado morto na tarde de sexta-feira (6), no haras de sua propriedade, localizado no distrito de Amarantina, em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais.

O que a polícia encontrou no local

De acordo com a Polícia Militar, os agentes chegaram ao haras após serem acionados por vizinhos e encontraram o influenciador já sem sinais vitais. O corpo apresentava sangramento na região da nuca e próximo à orelha, o que inicialmente levantou questionamentos sobre as circunstâncias da morte.

No entanto, após análise no local, a perícia não identificou indícios de violência, descartando sinais de agressão ou luta. O cenário foi compatível com um mal súbito, e a morte foi classificada como natural.

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A Polícia Civil informou, em nota, que aguarda a conclusão do laudo pericial completo e do exame necroscópico, que irão atestar oficialmente a causa do óbito.

Relato sobre os momentos finais

Um amigo de Henrique relatou aos policiais que estava com ele cuidando dos cavalos durante a tarde. Por volta das 16h30, o influenciador teria dito que não estava se sentindo bem e decidiu ir até a casa.

Cerca de 20 minutos depois, ele foi encontrado caído ao lado da cama. O caseiro do haras tentou realizar manobras de reanimação, sem sucesso. Um enfermeiro da Unidade Básica de Saúde da região também prestou atendimento, seguido pela equipe do Samu, que confirmou a morte no local.

Família lamenta e confirma infarto

Mais cedo, a família divulgou um comunicado nas redes sociais informando que Henrique “partiu de forma repentina em decorrência de um infarto fulminante”.

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Na nota, os familiares destacaram o legado deixado pelo influenciador, ressaltando sua valorização da família, dos amigos e dos momentos simples da vida. A mensagem também trouxe reflexões sobre viver o presente e a gratidão demonstrada por Henrique ao longo da vida.

Quem era Henrique Maderite

Henrique Maderite era um dos influenciadores mais populares do país, com mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais. Ele ficou nacionalmente conhecido pelos bordões “sextou, papai” e “sexta-feira, meio-dia”, repetidos semanalmente em vídeos que viralizavam.

O sucesso começou de forma despretensiosa, com gravações feitas apenas para amigos. Com o tempo, o carisma e a espontaneidade transformaram os vídeos em um fenômeno nas redes sociais. Além do humor, Henrique compartilhava conteúdos sobre sua rotina, viagens e a paixão pelos cavalos.

Em 2016, recebeu da Câmara Municipal de Belo Horizonte o título de cidadão honorário. Ele era casado com Fernanda Maciel e deixa três filhos: Ana Clara, Henrique Júnior e Stella Maciel.


Temas: Cotidiano, Influenciadores digitais, Minas Gerais, Ouro Preto, Polícia, Investigação, Redes sociais, Luto
Tags: Henrique Maderite, influenciador, infarto, perícia, morte natural, Amarantina, Ouro Preto, redes sociais, polícia

Influenciador Henrique Maderite é encontrado morto em haras e causa da morte será investigada

O influenciador digital Henrique Maderite, de 50 anos, foi encontrado sem vida na tarde desta sexta-feira (6), em um haras localizado no distrito de Amarantina, em Ouro Preto, na região central de Minas Gerais. A morte do comunicador gerou forte comoção entre seguidores, amigos e moradores da região.

Segundo informações das autoridades, o corpo foi localizado nas dependências da propriedade conhecida como Haras Henrique Maderite, situada na Estrada do Maracujá. A Polícia Militar foi acionada por vizinhos por volta das 17h27 e, ao chegar ao local, encontrou o influenciador já sem sinais vitais.

Tentativas de socorro não tiveram sucesso

O Corpo de Bombeiros foi mobilizado e realizou manobras de reanimação cardiopulmonar, mas Henrique não respondeu aos procedimentos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também esteve presente e confirmou o óbito ainda no local.

A Prefeitura de Belo Horizonte e as autoridades locais confirmaram oficialmente a morte, o que intensificou a repercussão do caso nas redes sociais.

Perícia apura indícios encontrados no corpo

Embora informações iniciais indiquem a possibilidade de um infarto fulminante, a Polícia Militar informou que foram encontradas marcas físicas que exigem investigação mais aprofundada. Entre os indícios observados estão uma lesão na nuca, hemorragia em um dos ouvidos, escoriações no pescoço, além de uma marca arroxeada e um corte na parte de trás da cabeça.

A perícia técnica foi acionada e deverá apontar, por meio de laudos oficiais, a causa exata da morte e esclarecer as circunstâncias em que o corpo foi encontrado.

Carreira marcada pelo humor e forte presença digital

Henrique Maderite acumulava mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais e se tornou conhecido nacionalmente por seus vídeos bem-humorados, que inicialmente eram enviados apenas a amigos, mas acabaram viralizando.

Seu bordão mais famoso — “sexta-feira, papai, pode olhar aí, meio-dia, quem fez, fez” — virou uma marca registrada e era publicado semanalmente para celebrar a chegada do fim de semana. A última postagem do influenciador foi feita por volta do meio-dia da própria sexta-feira, poucas horas antes de sua morte.

Governador de Minas Gerais presta homenagem

A morte de Henrique também repercutiu entre autoridades públicas. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, usou suas redes sociais para lamentar a perda do influenciador mineiro.

“Logo numa sexta-feira, se foi um dos nossos mineiros mais alegres. Nosso grande Henrique Maderite. Que Deus te receba e sua morada seja de paz. ‘Quem fez, fez’. E ele, sem dúvidas, fez muito por nós”, escreveu o governador.

O caso segue sob investigação das forças de segurança, que aguardam a conclusão dos laudos periciais para esclarecer oficialmente o que levou à morte do influenciador.


Tags: Henrique Maderite, Minas Gerais, influenciador digital, investigação policial, Ouro Preto, notícias

 

Por EBC,

Morreu nesta quinta-feira (5), aos 72 anos, o dublador Ricardo Schnetzer, um dos nomes mais marcantes da dublagem brasileira.

Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa e progressiva que compromete o sistema nervoso e as funções motoras, ele enfrentava um longo e complexo tratamento.

A morte foi divulgada nas redes sociais pelo sobrinho de Ricardo, o também dublador Victor Vaz, que prestou homenagem:

“Tio, obrigado por me acompanhar nessa jornada desde a minha adolescência. O senhor me ensinou o valor da palavra ÉTICA e a defendê-la com unhas e dentes.”

Ao longo de décadas de carreira, Schnetzer construiu uma relação singular com o público brasileiro: tornou-se conhecido por milhões de pessoas que jamais viram seu rosto, mas reconheciam imediatamente sua voz.

Foi ele quem deu identidade brasileira a personagens vividos por astros internacionais como Tom Cruise e Al Pacino, além de Richard Gere e Nicolas Cage.

Entre seus trabalhos mais lembrados estão personagens que ajudaram a formar repertórios afetivos de crianças, jovens e adultos — muitas vezes sem que o público soubesse quem estava por trás da voz: Benson, da animação Apenas um Show; Capitão Planeta; Albafica de Peixes, de Cavaleiros do Zodíaco: The Lost Canvas; e Carlos Daniel, da novela A Usurpadora.

No início do ano, familiares abriram uma vaquinha online para ajudar a custear o tratamento da esclerose, com meta de R$ 200 mil. Até a última atualização, a arrecadação havia ultrapassado R$ 118 mil, mobilizando colegas de profissão e admiradores de seu trabalho.

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Repercussão

Para a amiga e empresária Ana Motta, CEO do estúdio de dublagem e acessibilidade AllDub, a perda é ao mesmo tempo pessoal e simbólica para o setor.

Em depoimento, ela relembra o primeiro encontro com Schnetzer, em 2005, na Herbert Richers, um dos estúdios mais emblemáticos da dublagem brasileira.

“Desde o primeiro contato, ele já mostrava quem era: alegre, educado, generoso, sempre pronto para ajudar. Um profissional impecável e dono de uma voz absolutamente inconfundível”, afirma.

Segundo Ana Motta, Schnetzer tinha um talento especial para personagens infantis e cômicos. “Ali, ele colocava alma, humor e afeto, e isso sempre me emocionou.”

Ela recorda ainda o astral leve do dublador, sempre bem-humorado, e episódios que se tornaram quase lendários entre os colegas de estúdio.

“O Ricardo tinha um astral raro. Sempre otimista, sempre divertido. Com o fechamento da Herbert Richers, seguimos caminhos diferentes, mas continuamos nos encontrando em novas fases da dublagem brasileira”, diz.

“A dor da despedida hoje se mistura com a gratidão”, resume. “O silêncio fica. Mas a voz… a voz é eterna.”

admin